O samba no início do século XX: identidade, resistência e hegemonia nas ruas de Salvador

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Universidade Católica do Salvador
Este artigo é o produto inicial de uma pesquisa que tem como objetivo analisar os conflitos culturais na sociedade baiana, no início do século XX, tendo como objeto de estudo o samba, estilo musical que desde sua origem é foco de identidade social, de resistência político-cultural e disputa de hegemonia. As fontes utilizadas na constituição deste trabalho foram os jornais baianos de maior circulação nas três primeiras décadas do século passado. A escolha destas fontes foi inspirada no fato de os jornais servirem como veículo de imposição de um padrão cultural das classes dominantes. E, ao analisá-los, tornou-se possível perceber como as classes dominantes viam e reagiam ante as manifestações do povo negro e pobre. A problematização central deste estudo encontra-se na tentativa de identificar os fatores que levaram o samba passar por um momento de perseguição e criminalização e outro momento de exaltação e aceitação. Questiona frontalmente a concepção de que a glória do samba teria existido como coroamento a uma tradição secular de contato entre vários grupos sociais, na tentativa de inventar uma suposta identidade brasileira. O conjunto das fontes trabalhadas e da bibliografia estudada apresenta uma outra explicação sobre o mistério do samba, em que a discussão sobre cultura e hegemonia alimenta e ajuda a compreensão do problema levantado.

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