Eficiência das armadilhas de queda (pitfall traps) com a utilização de diferentes números de cercas guias na amostragem de animais cursores de folhiço de um fragmento de mata atlântica no extremo sul da Bahia

Armadilhas de queda são recipientes enterrados no solo, dispondo de cercas de direcionamento. Foram criadas com a finalidade de amostrar a fauna terrestre de regiões temperadas (Corn & Bury, 1987; 1991; Cechin et al., 2000). São amplamente utilizadas para amostragem com animais cursores de pequeno porte (Semlitsch et al. 1981; Mengak et al. 1987; William et al. 1983), apresentando como principal vantagem a possibilidade de amostrar animais que normalmente não são acessados por outros métodos (Campbell et al. 1982; Enge 2001), como os de procura visual. Podem ser utilizadas em estudos de diversos tipos: que avaliam riqueza; abundância; ecologia; dentre outros (Campbell et al. 1982; Corn 1994). Corn (1994) sugere não existir a necessidade de utilização de cercas guias em estudos – como ecologia de população e monitoramento –, enquanto Vogt & Hine (1982) enfatizam a importância desse tipo de armadilha na eliminação de vieses causados pelas variações entre coletores, já que a captura em si não depende do esforço individual de uma pessoa em particular. Testar a eficiência das armadilhas de queda com diferentes números de aparadeiras, correlacionando-a com a abundância da captura, poderá contribuir com a utilização mais acertada do método, já que possibilitaria minimizar problemas de logística na sua aplicação, reduzindo custos e esforço. Este trabalho visa verificar se a utilização de armadilhas de queda (pitfall trap) com a aplicação de nenhuma (0), uma (1), duas (2) ou três (3) aparadeiras (cercas guia), interfere na abundância da captura de animais.

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