Espectrometria de documentos eletrõnicos – um processo de detecção de plágio

O estágio atual do desenvolvimento tecnológico traz à tona uma nova reorganização dos modos de produção e negócios, e conseqüentemente da economia, da sociedade e da política. Este novo paradigma toma por base a informação, contrapondo-se às revoluções tecnológicas anteriores, que tinha por base energia e matéria. Com a consolidação da Sociedade da Informação (SI), as informações eletrônicas cresceram em projeções geométricas, hospedando-se nos mais variados sites e em mídias dos mais diversos tipos. O processo acelerado de geração de informações eletrônicas decorrentes da Sociedade da Informação tem levado a uma disseminação caótica das informações. Questões sobre veracidade e autenticidade da informação eletrônica começam a ser indispensáveis, sob pena de comprometer a aceitabilidade e obstruir a utilização de documentos originais em mídia eletrônica. Todas as áreas são afetadas por essa disseminação caótica e em particular a área acadêmica. Não é rara a dificuldade que os docentes têm em avaliar a autenticidade dos trabalhos dos seus alunos. A falta da autenticidade gera descrédito das informações e serve como barreira na disponibilidade de informações. Na realidade, sem nenhuma proteção de autoria os pesquisadores temem em colocar artigos, monografias e outros tipos de documentos à disposição em forma eletrônica, o que contrapõe, em parte, um dos pilares fundamentais do ensino-aprendizagem. A espectrometria, denominação adotada para as técnicas de avaliação de documentos quanto à similaridade de seu conteúdo, é uma análise comparativa de espectros (conjunto de palavras) entre documentos, cujo objetivo é servir de medida para poder expressar o grau de autenticidade relativa ou não. Tal métrica vem a servir como um parâmetro essencial para a análise qualitativa que norteará sobre a não autenticidade e/ou autenticidade relativa de documentos de maneira geral.

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