O mercado de trabalho formal na indústria cearense durante a década de 90
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Universidade Católica do Salvador
O Ceará, a partir da segunda metade dos anos 80, é palco de mudanças significativas no modo
de regulação, quando se inaugura um novo estilo de conceber e executar políticas econômicas. Tais
mudanças têm reflexos na dinâmica econômica e na performance do emprego formal estadual. Este
artigo objetiva, portanto, captar elementos desse novo quadro político e econômico do estado,
destacando o comportamento do mercado de trabalho formal cearense na década de 90. A partir dos
números da Relação Anual de Informações Sociais – RAIS, do Ministério de Trabalho e Emprego – MTE,
constata-se que o mercado de trabalho do Ceará apresenta tendência diferenciada da observada em
nível regional e nacional, quando aumenta o contingente de trabalhadores formais no Estado. Porém,
destaca-se, nesse processo, que o comportamento não é tão favorável no que diz respeito à remuneração auferida por estes trabalhadores, já que a mesma permanece praticamente estagnada, com ligeira tendência de queda, em contraposição ao movimento de alta ocorrido em nível nacional. As análises mais qualitativas apontam evidências de precarização nas relações de trabalho no Ceará, através de elevada rotatividade da mão-de-obra, baixo nível de salários na indústria cearense e baixos índices de desenvolvimento setorial.
