Reorganização da família em situações de crise provocadas por hospitalização.

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Universidade Católica do Salvador
Partindo do pressuposto de que o familiar que tem um parente seu internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) é exposto a uma situação potencialmente estressante, o presente estudo buscou identificar e descrever a forma como o familiar enfrenta a situação gerada pelo internamento de paciente agudo em uma UTI geral de um hospital de grande porte na cidade do Salvador, Bahia. O estudo foi orientado pela abordagem bioecológica do desenvolvimento humano e pelos modelos de enfrentamento do estresse. Adotou-se uma metodologia qualitativa de observação participativa com entrevistas semiestruturadas e caderno de campo. Foram entrevistados familiares de seis pacientes internados há mais de cinco dias na UTI. O material coletado foi organizado em categorias identificadas como: a estrutura da família, as características da situação, a história e os eventos nodais, o relacionamento com a UTI, as mudanças no cotidiano, as metas e os projetos futuros e o processo de enfrentamento (ou coping) em si, com a confecção de quadros demonstrativos deste processo em cada grupo estudado. As estratégias de coping foram identificadas e catalogadas conforme a escala Toulousiana o que permitiu uma maior abrangência do problema. Os resultados reafirmam o caráter estressante do internamento na UTI e apontam para a capacidade de reestruturação, presente em todas as famílias. Dessa forma a família se mostra como o meio mais adequado para o indivíduo aprender a enfrentar as circunstâncias que surgem na sua vida cotidiana.

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