Desigualdades sociais e educação em fins do século xix, através de O Cortiço
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Universidade Católica do Salvador
O artigo que ora se inscreve na VI SEMOC usou de uma metodologia histórico-econômico social e focaliza o Brasil do final do século XIX, através do olhar naturalista de Aluízio de Azevedo, em O Cortiço, destacando os problemas existentes. O presente artigo pretende denunciar o processo excludente que envolveu a sociedade brasileira, movida por teorias positivistas na Educação para
seletos, o que jogou na rua a sociedade negra, condenada ao analfabetismo, despreparada e sem direitos à cidadania. Contempla uma análise em que o papel do capitalismo, das idéias positivistas e do contexto europeu da época contribuíram para desarrumar uma sociedade fraca, porém com alta concentração de renda, e trabalhadores despreparados para encarar um novo século. O artigo permite fazer uma análise contextual com o acompanhamento do texto de O Cortiço e discutir aspectos relevantes com seus reflexos nos dias atuais. Em suma, pontua que os problemas sentidos, hoje, no meio urbano são o resultado final de descasos políticos – que ocasionaram pouco acesso à cidadania, à educação, à saúde devido a muitas políticas clientelistas ou à falta de saneamento público, gerando bolsões de miséria a partir de cortiços. Um assunto tão presente na realidade social brasileira das grandes cidades serve como orientador para discutir o desenvolvimento retardatário do Brasil, que preservou o arquétipo “Casa Grande e Senzala”, apesar dos arroubos antiescravistas. Hoje, muitos dos negros alforriados e libertos comparecem como desumanizados marginais, pedintes nos passeios e nas escadarias das igrejas ou em aglomerados em morros.
