O movimento funk e sua influência no empoderamento feminino
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Universidade Católica do Salvador
Este artigo aborda, panoramicamente, a trajetória do funk e sua adesão a ritmos e influências musicais, salientando as fases de transição desde sua origem machista, até a fase atual associada ao empoderamento feminino, tendo como corpus de análise dados coletados em artigos e conteúdos midiáticos. A discussão também é apoiada nas perspectivas de Pierre Bourdieu, Gilles Lipovetsky e Néstor Canclini sobre a esfera simbólica envolvendo o consumo do funk. Sob a ótica de funkeiras precursoras desse processo de mudança do pensamento sexista através do funk - Tati Quebra Barraco, Deize Tigrona, Valesca Popozuda e Anitta, discute a inserção da mulher nesse universo musical como forma de resistência, inserindo suas músicas como instrumento de luta pela autonomia da mulher com relação ao seu corpo e papel social, um ativismo marcado por ações e lugar de fala que fortalecem esse empoderamento. A partir da análise realizada consideramos que o funk, enquanto gênero musical e instrumento de empoderamento, ainda continuará por algum tempo a dividir opiniões na sociedade quanto à sua representatividade no universo musical e como instrumento de empoderamento no contexto do movimento feminista
