Ética do cuidado para a promoção da paz
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Universidade Catôlica do Salvador
Este ensaio pretende refletir sobre a ética do cuidado, visando à promoção da paz. Partindose
das principais características do homem da natureza em contraposição com o homem civilizado, sob a
ótica de Jean-Jacques Rousseau, compreende-se o amor-de-si como um sentimento natural que distingue
um do outro. Como preservar os princípios e valores favoráveis à felicidade e ao desenvolvimento da
formação humana, evitando a cultura da superficialidade, do consumo e do entretenimento exacerbados?
Em que medida o amor-de-si pode contribuir para a sobrevivência do planeta, e das espécies em geral?
A partir desses questionamentos, evidencia que um dos grandes desafios da educação será desenvolver
atividades que sejam capazes de ativar o amor-de-si, que é inato e natural, cuidando para que ele não se
transforme em amor-próprio, ou seja, amor egoísta, além de promover o fluir da vida-abundante.
Finalmente, estabelece um nexo entre a filosofia educacional rousseauniana com a perspectiva da
educação ambiental contemporânea, que concebe os seres humanos como o próprio planeta Terra,
acentuando, no entanto, que se faz necessário investir em ações educativas que revigorem as práticas
escolares atuais fortalecidas pela consciência de que o bem-estar não pode ser apenas na dimensão
social, mas tem de ser também cósmica, devendo atender aos demais seres da natureza, como as
águas, as plantas, os animais, os microorganismos, uma vez que juntos constituem a
comunidade planetária, na qual todos se inserem, e sem os quais não haveria vida.
