Memórias da lavagem

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Universidade Católica do Salvador
Amplamente associada à noção de sincretismo religioso, a religiosidade baiana tem como fenômeno distintivo a Lavagem do Bonfim. Marcada pela participação de setores diversos da sociedade, dos mais tradicionais católicos aos muitos praticantes do candomblé, a Lavagem apresenta-se complexa, conquanto abafada por um discurso sincrético, pretensamente integrador e harmônico, que termina por dissimular disputas sociais e simbólicas travadas entre os diferentes sujeitos que participam da festa. Tradicionalmente celebrada pelo povo baiano, a Lavagem foi proibida no ano de 1890 sob a alegação de cenas de imoralidade praticadas no interior do templo. As repercussões desse episódio e as transformações da Lavagem durante o período republicano indicam uma política de combate por parte de setores do clero e do Estado a experiências de religiosidade popular e produzem uma memória múltipla sobre a festa, abordada nesta pesquisa a partir de relatos escritos e depoimentos orais, que atestam a dimensão da memória como instrumento de disputa e afirmação cultural e social.

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