Resistência adquirida por Enterobactérias ao tratamento por aminoglicosídeos no Brasil uma revisão sistemática da literatura

As enterobactérias são microrganismos que constituem a microbiota intestinal humana, podendo causar inúmeras infecções. Geralmente, a primeira escolha para o tratamento de infecções causadas por esses patógenos são os fármacos da classe dos aminoglicosídeos. Esses fármacos atuam promovendo a inibição da síntese protéica bacteriana, entretanto, ao longo dos anos, diversas cepas de enterobactérias começaram a desenvolver distintos mecanismos de resistência, assim, tornando a ação dos aminoglicosídeos ineficaz. Objetivo. O presente estudo tem como finalidade analisar a prevalência da resistência das enterobactérias aos aminoglicosídeos e os fenótipos de resistência. Metodologia. Para a confecção desse estudo, utilizou-se a base de dados Medical Literature Analysis and Retrieval System Online (PUBMED). Resultados. Para a seleção dos artigos utilizaram-se estudos que tratavam sobre aminoglicosídeos no tratamento de bactérias Gram-negativas, utilizando a estratégia Preferred Reporting Items for Systematic Reviews and Meta-Analyses (PRISMA), com um total de 7 estudos que compuseram a análise de dados da presente revisão. Os artigos selecionados apresentaram um viés que variou de médio a baixo risco. Conclusão. O fenótipo de resistência se dá pela presença de genes e enzimas bacteriana que promovem a inativação dos aminoglicosídeos, principalmente, a amicacina, gentamicina e tobramicina. Espera-se que novas pesquisas sejam realizadas no intuito de obter novos representantes da classe dos aminoglicosídeos, além de compreender melhor o mecanismo de resistência da família Enterobacteriaceae.

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