Determinação de cobre (Cu) e zinco (Zn) nas folhas de laguncuclaria racemosa (L.) C. R. Geartn do recôncavo Baiano, Bahia

O manguezal é um ecossistema rico em matéria orgânica, pouco oxigenado e sujeito a períodos de variação da maré. A poluição dos manguezais vem se agravando em virtude do crescimento demográfico e aumento da atividade industrial, trazendo como conseqüência a elevação dos níveis de contaminantes e resíduos tóxicos lançados. A Laguncularia racemosa (L) C. R. Gaertn, pertencente à família Combretaceae, é uma espécie característica de zonas estuarinas, denominada de mangue branco, apresenta folhas com pecíolo avermelhado com duas glândulas de sal próximas à lâmina foliar, pode ser utilizada como bioindicadora de contaminação ambiental. O presente trabalho objetivou determinar os teores de Cu e Zn nas folhas de Laguncularia racemosa como um plano de diagnóstico e monitoramento de áreas impactadas por metais, visando à fitorremediação. As amostras de folhas foram coletadas em 9 estações localizadas na Baía de Todos os Santos – Bahia. Foram coletadas 60 folhas a partir do 3º nó e secas em estufa a 60°C, trituradas e decompostas em HNO3, utilizando-se um termorreator. Por fim, foram quantificados os teores dos elementos por espectrometria de absorção atômica com chama. Os resultados obtidos demonstraram que as amostras das folhas de Laguncularia racemosa apresentam uma maior concentração do elemento zinco e menor do elemento cobre. Nesse contexto, se infere que a Laguncularia racemosa pode ser considerada uma espécie tolerante tanto ao cobre como ao zinco, sendo possível a utilização desta para diagnóstico ambiental e fitorremediação de ambientes contaminados por tais elementos.

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