Aspectos epidemiológicos e virológicos do vírus da hepatite C

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Universidade Católica do Salvador
A Hepatite C é uma doença cujo agente etiológico é o Vírus da Hepatite C (VHC). Sua prevalência mundial é da ordem de 1,5%. O VHC pertence à família Flaviviridae e possui alto grau de heterogeneidade genética. Mutações são comuns no genoma do VHC, sobretudo em uma região hipervariável do genoma (HVR, do inglês “hypervariable region”), localizada no gene E2. O VHC é classificado em 6 genótipos, com distribuição mundial variável, sendo que o genótipo 1 é o mais freqüente no Brasil (70%) e também o mai s resistente ao tratamento. O objetivo deste artigo é revisar aspectos gerais sobre a infecção pelo vírus da hepatite C, as formas de contágio, prevenção e compreensão dos aspectos virológicos do vírus da hepatite C, sobretudo do genótipo 1. A transmissão por sangue e hemoderivados contaminados é considerada rara devido à triagem sorológica dos candidatos a doação de sangue realizada nos bancos de sangue. Outras formas de transmissão esporádicas continuam a disseminar a doença, como: tratamento dentário, cirúrgico e hemodiálise com uso de materiais indevidamente esterilizados; acidentes em profissionais de saúde; compartilhamento de utensílios para a injeção de drogas intravenosas e para a inalação de cocaína e objetos perfuro-cortantes. A inexistência de vacina reforça a idéia de que a prevenção é importante para evitar o VHC, pois a hepatite C é a principal causa de transplante hepático no mundo. O estudo do genótipo 1 do VHC pode vir a contribuir para o sucesso no tratamento, em especial, os brasileiros infectados por esta forma do VHC.

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