A atuação do serviço social no Ministério Público da Bahia: ações e provocações

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Universidade Católica do Salvador
As idéias que norteiam este artigo nasceram no decorrer da minha prática de trabalho, há mais de dez anos atuando como Assistente Social no atendimento a adolescentes a quem se atribui a prática de Ato Infracional2. Pude observar ao longo do tempo, que se tornava cada vez mais comum a chegada de jovens infratores à Promotoria, e estes cada vez mais afastados das famílias e mais aproximados das vulnerabilidades, promiscuidades e vicissitudes oferecidas pela moderna sociedade de consumo. O crescente índice de infrações cometidas por adolescentes, em Salvador, tem demonstrado o aumento da crise econômica e a ineficácia do Estado na promoção do reequilíbrio social. Partindo desta observação, coube-nos indagar, se as instituições atuantes no atendimento a estes jovens são, de fato, capazes de criar o indivíduo socialmente desejável, garantindo a internalização de normas e condutas socialmente aceitáveis? Ou reforçam e perpetuam a dinâmica das infrações, em um círculo vicioso que favorece a reincidência destes jovens na prática de atos considerados ilícitos?

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