Enfermagem, biotecnologia e ética na UTI – percepção dos profissionais de enfermagem

A cada dia, uma nova tecnologia é apresentada pelo mundo da ciência. Na área da saúde, principalmente no setor hospitalar, muitos são os avanços tecnológicos e aparelhos utilizados. Em um setor hospitalar, em especial, a utilização da biotecnologia torna-se mais evidente na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Toda essa tecnologia médica fez com que muitos profissionais vejam seus clientes/pacientes através de máquinas. Isso tem gerado muitos problemas no campo da bioética. Um deles se refere à desumanização da saúde, pelo aumento da tecnologia e diminuição da sensibilidade; outro se refere à quebra do princípio de benefício, quando nem sempre essa tecnologia traz conforto e alívio ao paciente. O conhecimento técnico do profissional que trabalha na UTI também vem sendo questionado. Para uma boa assistência, o profissional que trabalhe neste setor deve ser capaz de utilizar, de forma adequada, os equipamentos que monitoram o paciente. Com base nessas reflexões, e considerando que a equipe de enfermagem possui um número superior de profissionais prestando assistência diretamente ao paciente, nos questionamos como os profissionais de enfermagem são preparados para trabalhar com a biotecnologia utilizada na UTI e como eles vêem a sua relação com a ética. Diante disso, o objetivo deste estudo foi identificar a capacitação que a equipe de enfermagem recebe para o trabalho na UTI e os aspectos éticos existentes na utilização da biotecnologia da UTI.

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