O amor na obra O Primo Basílio

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Universidade Católica do Salvador
A obra o Primo Basílio tem uma dimensão na literatura portuguesa que ultrapassa as expectativas da época, por tentar retratar, de forma científica, a sociedade sendo inseridas pelo autor na narrativa as mais diversas teorias que se configuravam na época, entre elas, o Determinismo de Taine, O Positivismo de Comte, o Socialismo utópico de Proudhon tornandose base da tese realista. O autor, Eça de Queirós, observador e estudioso da sociedade portuguesa, tendo vivido em outros países como embaixador/cônsul, e estando em contacto com toda a vida intelectual, política, científica e artística européia mostra, através da arte que o seu país está atrasado em todos os aspectos do conhecimento humano e do progresso. Era preciso que o país saísse do marasmo romântico, em que vivia, acompanhasse a evolução tecnológica, a industrialização, rompesse com os padrões de uma educação aristocrata que levavam a mulher à subserviência e o homem ao carreirismo, que o Estado se modernizasse, não cabia mais a monarquia, uma política voltada para a justiça social nos moldes proudhonianos.

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