Gymnastica escolar: esculpindo o físico, educando a mente e purificando a alma (Salvador, 1898-1930)
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Universidade Católica do Salvador
Este artigo propõe-se a analisar as concepções e práticas de setores da elite intelectual
brasileira, especialmente a medicina, voltados à higienização da infância escolarizada em Salvador,
entre os anos de 1898 - 1930. Nossa leitura sobre este processo restringe-se à esfera da vigilância sobre
o corpo através das atividades físicas recomendadas pelos médicos-higienistas para regeneração moral e
intelectual dos infantes. A documentação utilizada na pesquisa foram as teses de doutoramento
apresentadas à Faculdade de Medicina da Bahia, Código de Higiene Escolar, burocracia da Instrução
Pública republicana e Jornais. Mediante a análise desta documentação, associada à revisão
bibliográfica, apreendemos as discussões sobre a construção de uma sociedade limpa, forte, saudável e
higienizada e eugênica. Estabelecemos diálogo com a História Social da Cultura, articulada à História
da Educação, e ancorados nos seus referenciais, buscamos alcançar as dimensões culturais em torno da
escola na sociedade, mergulhando no debate travado entre médicos, higienistas e professores na cidade
de Salvador republicana, atentando aos mecanismos de controles desenvolvidos à época.
