O bairro de Itapuã e o descompasso entre sua urbanização e a qualidade de vida local.
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Universidade Católica do Salvador
Ao responder a convocação do VIII SEMOC para a discussão da questão da
qualidade de vida, nas cidades, no campo ou na sociedade contemporânea, este artigo procura
resgatar a história de um dos bairros mais famosos de Salvador, o bairro de Itapuã. Partindo
dos eventos que o elevaram de uma recôndita e pacata colônia de pescadores até 1949 para,
cerca de três décadas depois, à condição de bairro residencial com expressivo número de
moradores, funcionando como conexão entre Salvador a sua Região Metropolitana. Esta
comunicação objetiva discutir como o processo de urbanização pelo qual o bairro passou, ora
impelido pelo Estado ora a reboque de outros fatos, veio afetar o grande potencial de oferta de
qualidade de vida que o bairro detinha para a suprir a demanda que Salvador, no contexto do
seu processo de expansão urbana e metropolização, estava a sinalizar por novas áreas
residenciais. Nesta perspectiva o processo de urbanização obteve êxito num primeiro momento,
contudo também logrou, em função da leniência da ação do poder público, gerar problemas
urbanos e socioeconômicos os mais diversos que, além de desmitificar em algum grau o próprio
capital simbólico que o bairro obtivera no cenário nacional, contribuíram para o quadro de
baixa qualidade de vida a que sua população está submetida.
