Cotas pelo critério de raça: justiça social ou racismo institucional?
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Universidade Católica do Salvador
O objetivo desta pesquisa é trazer à discussão o tema das cotas pelo critério da raça e as
conseqüências nefastas que podem advir da adoção de tal procedimento, o estudo não visa tomar posição
contra o critério de divisão das vagas nas Universidades Públicas por cotas e sim, trazer ao debate a
escolha da raça como fator de seleção, e tentar com a mesma mostrar que o critério pela condição social
atende ao objetivo proposto sem ser prejudicial para a harmonia racial que almejamos no Brasil. O que
me levou a fazer esta pesquisa foi também o fato de que o questionamento feito sobre as cotas é, na
maioria das vezes equivocado, pois, quando o mesmo é feito, aborda-se simplesmente o termo cotas, e ser
contra, poderia soar como um contra senso, já que as cotas são positivas como elemento de justiça
social. O que merece reflexão é a adoção da raça como critério para a seleção. Mesmo em se tratando
das cotas pelo parâmetro do poder aquisitivo, o negro deve lutar pelo respeito à sua dignidade e estar
atento para não alimentar ideologias que levem a reforçar preconceitos, como o de que o mesmo tem
potencial intelectual inferior ao do branco, pois o que falta em verdade é ensino básico de qualidade,
haja vista que os negros hipersuficientes não necessitam de cotas raciais para ingressar na
Universidade. Os cidadãos carentes sejam negros, pardos ou brancos devem lutar pelo respeito e pela
justiça social, para não alimentar a subjetivação em lugar do seu crescimento intelectual e moral.
