Os direitos das gerações futuras ou o direito e as gerações futuras?

A hodierna “sociedade de risco” é uma sociedade mais incerta, menos estável, em que se torna extremamente difícil assegurar o bem-estar e garantir o mesmo padrão de bem-estar para as gerações futuras. A noção de “responsabilidade intergeracional” passou do domínio da reflexão ética e filosófica para uma tentativa de densificação normativa, não apenas no plano interno dos Estados, mas igualmente no plano internacional. Com efeito, tomou-se consciência da capacidade de as gerações presentes produzirem situações irreversíveis e que poderão afetar seriamente a livre fruição dos recursos por parte das gerações futuras. Basta pensar, por exemplo, nas consequências imprevisíveis dos progressos da genética contemporânea, ou nas opções quanto à política energética. A espiral galopante dos progressos tecnológicos e científicos torna inegável a existência de um maior distanciamento entre o presente o futuro, valorizando-se muito o tempo presente, limitadamente o “tempo curto”, e quase nada (ou mesmo nada) o “tempo longo”.

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