Polo da palha do Licuri: uma proposta de desenvolvimento territorial baseado na atividade cultural

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Universidade Católica do Salvador
A busca de novos modelos de desenvolvimento social e econômico que vão de encontro com os modelos tradicionais e conservadores para comunidades tradicionais é um desafio. De outra forma, há a necessidade da preservação do seu patrimônio material e imaterial para que não se perca frente às constantes interferências do mundo contemporâneo. Então como criar esta ponte entre a preservação e o desenvolvimento? A cultura (e suas manifestações simbólicas) e a natureza (e a sua diversidade) encontradas e diferenciadoras de cada território definem suas territorialidades, em uma leitura antropológica. Precisamos trazer à luz desta leitura o fato de que tanto quanto devem ser preservadas estas características definidoras de um território, devem também ser potencializadoras de sua dinâmica econômica, fazendo com que fortaleça sua identidade cultural e não ocorra uma busca de ‘novas identidades’, em geral vindas de fora e vistas como melhores. Para isso, buscar-se-á neste artigo descrever a experiência da formação do Polo da Palha do Licuri, constituído pelas comunidades situadas na área de ocorrência da Arara-Azul-de-Lear, no sertão baiano, no decorrer de 10 anos de ações de desenvolvimento de uma matriz produtiva e cultural baseada no artesanato e que se utiliza dos elementos do bioma da caatinga, e como tal processo contribui/interferi na sua história

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