Irmandade de nossa senhora da boa morte: numa perspectiva museológica e de gênero.
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Universidade Católica do Salvador
O presente artigo faz parte de um projeto maior, o de Implantação de um novo Setor no Museu Afro-Brasileiro (CEAO-UFBA), Setor da Herança Cultural Afro-Brasileira. A Irmandade de N. S. da Boa Morte, constitui-se como uma confraria secular, que preserva a memória cultural afro-brasileira em seu contexto religioso. Esta pesquisa, especificamente, tem como objetivo a elaboração de um Banco de Dados sobre a história de vida das irmãs da Irmandade da Boa Morte, mostrando como elas preservaram e ainda preservam a memória afro-brasileira, através do recurso da oralidade, passando de geração para geração, essa história secular, formada através de muita luta, coragem e responsabilidade. No processo de recriação da memória das culturas de matriz africana no Brasil, pode-se afirmar que as mulheres foram as grandes responsáveis pela manutenção de diversas práticas culturais. No período colonial, tornaram-se líderes religiosas, criaram irmandades secretas, tiveram atuação efetiva nas insurreições escravas e estavam nos campos e cidades trabalhando. A partir da Irmandade, foram criados três Terreiros de Candomblé da cidade de Salvador: o Ilê Iyá Nassô Okó, Casa Branca, o Ilê Axé Opô Afonjá e o Ilê Iyá Omim Iyá Massê, o Gantois.
