Avaliação ambulatorial do controle clínico da DPOC utilizando um questionário padronizado: o questionário clínico da DPOC (CCQ).

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Universidade Católica do Salvador
O objetivo do estudo foi avaliar o controle clínico da DPOC utilizando o CCQ e comparar com a qualidade de vida em uma amostra de portadores de DPOC em acompanhamento ambulatorial. Um estudo de corte transversal foi realizado entre julho de 2006 a fevereiro de 2007. As variáveis analisadas foram: espirometria; idade; gênero; índice de massa corpórea; saturação de pulso de oxigênio; status tabágico; dispnéia; controle clínico (CCQ) e qualidade de vida (SF-36, SGRQ e AQ20). Dos 30 pacientes, 15 (50%) eram do sexo feminino, a média da idade foi de 65,4 ± 11,2 anos. O VEF1 médio foi de 50,5 ± 19,1% e a VEF1/CVF em média foi de 48,5 ± 11,4%. Na avaliação clínica segundo o CCQ, a pontuação média dos domínios: sintomas, estado funiconal, estado mental e total foi respectivamente, 2,7 ± 1,5; 2,8 ± 1,5; 3,2 ± 1,8 e 2,9 ± 1,3. Dos pacientes que atingiram o controle ótimo (0 ponto), dois pacientes (6,7%) o obtiveram no domínio dos sintomas, três (10%) no domínio estado mental e nenhum paciente nos domínios estado funcional e pontuação total do CCQ. Uma melhor qualidade de vida avaliada pelos questionários SGRQt e AQ20 associou-se com um melhor controle clínico (CCQ), com r = 0,85e r = 0,71, p< 0,05, respectivamente. Com o SF-36, a melhor correlação com o CCQ foi r = -0,71 p< 0,001 atingido com o domínio estado funcional. Pode-se concluir que o CCQ identifica adequadamente portadores de DPOC com pior controle clínico e qualidade de vida.

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