Compreendendo a necessidade de lazer e de recreação na ótica de pessoas hospitalizadas com doença arterial coronariana (DAC)

A necessidade de lazer e recreação é reconhecidamente um dos imperativos da condição humana, e tais práticas variam com as condições socioeconômicas e preferências de cada indivíduo. No âmbito hospitalar, tanto os profissionais de saúde quanto os pacientes têm essa necessidade afetada, o que influencia a sua qualidade de vida e a assistência ao paciente. Em geral, no hospital é dada prioridade apenas à esfera física afetada do paciente, a doença ou tratamento, sem atentar para a sua dimensão social e psicológica. Infelizmente muitos pacientes saem do hospital com o emocional afetado pelo não atendimento dessa necessidade. O artigo “Os doutores da alegria, um relato de experiência” mostrou que, quando essa necessidade de lazer e recreação é atendida, percebem-se alterações na realidade hospitalar. Como reflexo, os pacientes passam a se movimentar mais, alimentam-se melhor, ficam mais falantes, aceitam melhor a medicação e os exames, passam a se comunicar melhor com os profissionais de saúde, e têm sua expectativa em relação à vida e ao tratamento melhorada. Nossa pesquisa foi realizada com pessoas acometidas de doença arterial coronariana e revelou que, no âmbito hospitalar, as práticas de lazer e recreação estão comprometidas em decorrência da doença, da natureza restritiva do tratamento e da falta de recursos ou propostas pela instituição (MOSETTI, 2000).

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