Refluxo gastroesofágico em crianças de 0 a 2 anos – uma pesquisa bibliográfica
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Universidade Catolica de Salvador
O Refluxo Gastroesofágico (RGE) pode ser conceituado como o fluxo retrógrado e repetido de conteúdo gástrico para o esôfago. É freqüente em crianças, na maioria das vezes de evolução benigna e caracterizado pela presença de regurgitações (NORTON; PENNA, 2000). Na transição do alimento entre o esôfago e o estômago, existe uma barreira que impede que o conteúdo gástrico reflua para o esôfago durante o processo digestivo (IDEM). Dessa forma, foi identificado que na
maioria dos casos, o RGE ocorre devido à imaturidade dos mecanismos desta barreira.(QUINTERO et al, 1998). O refluxo por si só não é anormal, mas quando a freqüência é intensificada pode causar complicações na criança. O RGE manifesta-se de diferentes formas em cada paciente, podendo ser fisiológico ou patológico, mas em ambas as formas ele se apresenta com vômitos, perda de peso, anemia,
problemas respiratórios, salivação, melena (presença de sangue nas fezes). O que determina essa diferenciação é a capacidade do RGE patológico produzir lesões tissulares ou sintomas, assim como conseqüências adversas em outros sistemas (LARRAÍN; GUIRALDES, 1999). Além da história clínica, várias investigações estão disponíveis para estabelecer a presença de refluxo: estudo do pH de 24 horas, endoscopia superior, cintilografia e ultra-sonografia do esôfago (WONG, 1999).
O RGE tem cura, desde que sejam seguidas as orientações médicas que visam o alívio dos sintomas, cicatrização das lesões esofágicas e prevenção de complicações. O tratamento para o refluxo pode ser: Medicamentoso, Higiênico-dietético e Postural (NORTON; PENNA, 2000). Dessa forma, o RGE é uma afecção de grande importância médico-social, determinando manifestações clínicas por tempo prolongado, prejudicando a qualidade de vida da criança.
A partir dessa preocupação foi desenvolvido o presente trabalho, no intuito de esclarecer aos profissionais ligados à área de saúde sobre a importância do conhecimento sobre o RGE, uma vez que a falta de informação da sociedade faz com que o quadro se agrave, antes que os primeiros sintomas sejam acompanhados por especialistas. Pretende-se, também, contribuir para um
levantamento de dados que poderão servir como material de consulta para o público interessado pelo tema.
