Diversidade cultural e diferentes formas de habitar: a comunidade remanescente de quilombos de Santiago do Iguape, Bahia

O artigo busca refletir sobre a diversidade cultural e as diferentes formas habitar a partir do estudo da comunidade quilombola de Santiago do Iguape, localizada no Vale do Iguape, município de Cachoeira, Bahia. Historicamente, o Vale do Iguape se constituiu como uma das freguesias mais produtivas da região do Recôncavo Baiano, onde se desenvolveu importantes cultivos da cana-de-açúcar e fumo, e tornou-se, também, um dos locais que mais recebeu negros africanos na América Portuguesa. Após a abolição da escravatura, em 1888, os grandes números de negros escravizados ali reunidos passaram, ao criar e efetivar estratégias de resistência, a habitar “cladestinamente” locais entre as fazendas, originando, assim, as comunidades que hoje reconhecemos como remanescente de quilombos. O Vale do Iguape, atualmente, é formado por quatorze comunidades quilombolas, entre elas, o estudo de caso. Nesse sentido, o trabalho foi realizado através de levantamento bibliográfico, pesquisa de campo e entrevistas. Como resultado desses estudos, no artigo é apresentado uma discussão sobre o conceito de comunidade tradicional e quilombola e uma caraterização da comunidade de Santiago do Iguape, a começar por seus traços culturais, passando por suas atividades de subsistência e sua forma de habitar. Por conseguinte, verificou-se os conhecimentos ancestrais se refletindo em todos esses âmbitos, na forma de se relacionar com a natureza, por meio das atividades de subsistência como as práticas tradicionais de agricultura, com a produção de farinha e azeite de dendê, pescaria e mariscagem; na arquitetura e técnicas construtivas

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