Habilidades socioafetivas na prática da mediação de conflitos familiares
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Universidade Católica do Salvador
O uso de métodos adequados de resolução de disputas vem crescendo gradativamente no Brasil, destacando-se a expansão da mediação e da conciliação no Poder Judiciário. Este trabalho tem como objetivo discutir as habilidades socioafetivas do mediador na prática da mediação judicial em conflitos familiares. Utilizou-se metodologia de natureza qualitativa a partir de revisão de literatura. Verificou-se que durante as mediações familiares, os conflitos são constantes e inerentes ao convívio familiar. Neste ambiente, as emoções surgem com intensidade, exigindo do mediador um autoconhecimento e percepção das suas próprias emoções para integrá-las às técnicas da mediação. O desenvolvimento de habilidades socioafetivas é fundamental ao resultado da mediação com o restabelecimento da comunicação compassiva entres pessoas de uma mesma família. Observou-se ser fundamental a valorização das diferenças e a reconexão relacionamentos saudáveis, através da sensibilidade, amor, respeito, promovendo o laço social, iniciado no âmbito familiar, e posteriormente na sociedade. O mediador possui o papel de auxiliar os envolvidos no conflito a explorar formas de avançar e de construir acordos, sem, contudo, se sentirem pressionados. Concluiu-se que o mediador deve ser perspicaz, saber lidar com as próprias emoções, entender bem os relacionamentos interpessoais, para poder intermediar o diálogo sobre as questões envolvidas na busca de soluções
