Tecendo as trincheiras da paternidade na escolarização do filho adolescente com deficiência
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Universidade Católica do Salvador
Ao vertiginoso ritmo de mudança na cultura e da sociedade contemporânea, pode-se verificar atualmente um descompasso que afeta as relações nas tarefas educativas. Com isso, a esfera social tem se reportado com frequência a mediação da família, visando encontrar as condições para o efetivo desenvolvimento educativo dos adolescentes com deficiência no âmbito escolar. Nesse viés, a relação pai- filho vem ganhando um olhar cuidadoso, pois o pai assumiu por muito tempo, uma postura invisível ou acomodada na função educativa do filho. Nesse contexto, o presente artigo tem por objetivo identificar as razões por quais os pais de Jovens com deficiência têm pouca ou nenhuma aproximação, em participar da vida acadêmica de seu filho adolescente, focalizando o contexto educativo de interação e responsabilidade na perspectiva da inclusão. As teorias de Donati (2008), Bronfenbrenner (2012), Lamb (2010), Buscáglia (2006) entre outros, contribuem como base para conhecer este processo de repensar as nossas relações humanas, na qual muitas vezes são marcadas na nossa sociedade atual, por relações castradoras de reconhecimento da diferença e potencialidades do outro na própria família. Os principais resultados revelam a necessidade de promoção na perspectiva da interação inclusiva entre a figura paterna, a escola e o filho adolescente. Tendo o pai como elemento importante na socialização primária e nas relações simbólicas de cuidado e reconhecimento do outro
