A ótica contemporânea sobre os modos de apresentação indígena: nação Kiriri

O presente projeto propõe-se a investigar os modos de apresentação indígena, enfocando inicialmente a comunidade Kiriri de Mirandela. Analisa-se todo o processo histórico relacionado aos primevos modos de apresentação, bem como as fibras, sementes, métodos, diversidade e durabilidade dos materiais orgânicos utilizados na elaboração das peças. Tem-se em mira realizar um estudo bibliográfico sobre as comunidades indígenas, para que, através de um conhecimento mais amplo sobre os referenciais simbólicos e sua importância no processo de reestruturação das tribos do Nordeste, seja possível criar objetos artísticos, que englobem, em sua essência, elementos da cultura indígena. Quer-se desconstruir a idéia etnocêntrica, difundida ao longo da história do Brasil, na qual o índio aparece como um selvagem que vivia nu, e a única roupa usada por eles era a “tanga”. Parte-se de uma nova ótica que reconhece a roupa como algo que cobre as partes “pudendas” (na visão da sociedade não índia). Os povos primevos do Brasil, antes do contato com os colonizadores, não reconheciam como vergonhosas as partes do corpo que compreendemos como tais, mas sim a indumentária como algo que perpassa a questão da funcionalidade de simplesmente cobrir e proteger o corpo. O indumento compreende um conjunto de recursos que possibilita a apresentação do papel de cada indivíduo dentro da própria comunidade e até mesmo fora dela. O trabalho se move no sentido do reconhecimento da cultura indígena como um dos pilares fundamentais da constituição étnica brasileira, tornando-a mais presente na nossa sociedade, por meio de uma análise histórica e da utilização de seus elementos nas Artes Visuais.

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