D. Jerônimo Thomé da Silva e a reforma católica na Bahia
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Universidade Católica do Salvador
No período de romanização da Igreja Católica, entre o século XIX e o início do século XX, o episcopado baiano mantivera-se atuante para o cumprimento das novas diretrizes ditadas pela Santa Sé. D. Jerônimo Thomé da Silva, bispo da Bahia (1893-1913), empenhou-se em reforçar a soberania da Igreja na pessoa do Papa Leão XIII e implantar o catolicismo ultramontano em oposição ao avanço das correntes liberais que cobiçavam banir da sociedade brasileira a idéia do sobrenatural. A intenção do prelado era a de promover a submissão dos católicos ao Sumo Pontífice, para evitar que as decisões do governo liberal interviessem de alguma forma na fé católica. Neste sentido, fez amplo uso desse instrumento distinto de diálogo dos bispos com os fiéis que são as cartas pastorais, buscando, por meio delas, intensificar a prática sacramental e os ensinamentos da doutrina, com a finalidade de persuadir os católicos a recusarem as inovações de pensamento advindas das correntes filosóficas e doutrinais que estavam sendo divulgadas na sociedade. A análise das cartas pastorais escritas por D. Jerônimo poderá contribuir para um melhor entendimento a respeito do processo de romanização na Bahia, já que estes documentos revelam uma nova orientação devocional e convocam os fiéis a militarem pela revitalização da piedade individual e coletiva
