Voz do professor: relação saúde e trabalho

As alterações vocais em docentes têm sido muito descritas na literatura devido à exposição a: carga-horária elevada, número excessivo de alunos, poeira de giz, dentre outros riscos ocupacionais. Este estudo tem o objetivo de avaliar a associação entre condições de trabalho e alterações vocais referidas por professores da rede particular do ensino fundamental e médio. A metodologia utilizou o estudo de corte-transversal, com aplicação de questionário de outubro de 2002 a outubro de 2003 a docentes no SINPRO-BA. Os resultados indicam que a maioria dos 634 professores era mulher (76,1%), com média de idade de 34 anos (±7,9). Dentre as alterações vocais, encontrou-se associação estatística entre: fadiga vocal e escolaridade superior (RP=1,48), renda mensal acima de R$ 900,00 (RP=1,16),não ter atividade de lazer (RP=1,23), ser tabagista (RP=1,25), acústica da sala insatisfatória (RP=1,25), ruído no local de trabalho (RP=1,28), trabalho estressante (RP=1,25), presença de umidade na escola (RP=1,26), usar a voz falando alto (RP=1,19), fazer força para falar (RP=1,34); Rouquidão e carga horária docente semanal ³ 20 horas (RP=1,08); perda da voz e não ter atividade de lazer (RP=1,66), poeira de giz na sala (RP=1,32), umidade na escola (RP=1,36) e fazer força para falar (RP=1,66); diagnóstico referido de “calos nas cordas vocais” e carga horária de docente semanal ³ 20 horas (RP=1,83) e usar a voz gritando ou falando alto (RP=2,06). Conclui-se que fatores relacionados com a atividade docente estão associados a agravos à saúde do aparelho fonador. As escolas particulares devem investir em medidas preventivas a fim de promover uma atividade docente mais salubre.

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