Sobre a noção de subjetividade
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Universidade Católica do Salvador
Pensar sobre o modelo de Universidade que o Brasil quer ou mesmo de que precisa exige reflexões sobre os sujeitos que dela fazem parte. É preciso conhecer como estas subjetividades constroem-se e manifestam-se para melhor compreender as transformações sociais. Nesta perspectiva, compreende-se que a linguagem é constituinte da realidade e que os sentidos são criados por um sujeito que fala de um lugar ou de vários lugares, portanto a linguagem é constitutiva da subjetividade, caracterizada pela dispersão do sujeito, isto é, das possíveis posições a serem por ele assumidas no discurso. Assim, este trabalho objetiva apresentar algumas questões em torno da subjetividade manifesta na linguagem, a partir dos pressupostos teóricos da corrente francesa da Análise do Discurso (AD), da teoria polifônica de Osvald Ducrot e das contribuições de Michel Foucault para os estudos lingüísticos, em especial a AD. A partir desta pesquisa, é possível afirmar que a questão da relação com o outro como constitutiva da subjetividade confirma que não há centro para o sujeito. A identidade somente pode ser vista como um movimento da história, isto é, o processo de subjetivação ocorre a partir de suas relações com a sociedade, relações estas que se estabelecem pela linguagem.
