O gás natural como uma importante alternativa energética para o desenvolvimento econômico sustentável do Brasil e a insuficiência da malha de transporte como um grande entrave para o desenvolvimento do mercado desse energético (fome de energia)
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Universidade Católica do Salvador
Até o início do século XX, o gás natural era pouco utilizado. Nos EUA, a sua produção começou no final do século XIX, juntamente com o gás manufaturado de carvão, sendo este País o primeiro a desenvolver o mercado desse combustível. No resto do mundo, em particular na Europa, o surgimento e expansão do mercado desse energético se deu de forma mais lenta, devido ao pouco desenvolvimento da malha de transporte e ao desconhecimento de suas qualidades em termos de
proteção ambiental. A preservação do meio ambiente é uma questão fundamental para a manutenção da vida. O desenvolvimento acelerado e desordenado das cidades contribuiu para uma série de agressões à natureza e um dos principais poluentes do meio ambiente são os combustíveis fósseis, pois, diariamente, são lançados na atmosfera milhões de elementos contaminantes como dióxido de enxofre, gás carbônico, óxido de nitrogênio e toneladas de monóxido de carbono. A chuva ácida, o buraco na camada de ozônio e o efeito estufa são as principais agressões ao meio ambiente. O gás natural proporciona um desenvolvimento auto-sustentável, na medida em que minimiza o custo ambiental e maximiza os ganhos no padrão de qualidade e segurança da sociedade. Dentre os combustíveis fósseis, é considerado o menos poluente. Sua composição química permite uma combustão completa, liberando pequenas quantidades de enxofre, água e gás carbônico, sem que libere poeira ou cinzas. Esses elementos são os principais responsáveis pela
“chuva ácida”, antes referida, a qual provoca prejuízos incalculáveis à natureza como destruição das florestas, dos solos e dos oceanos. O fenômeno também causa riscos à saúde e ao bem-estar da população. Essa característica do gás natural representa uma importante vantagem em relação aos demais combustíveis fósseis. As propriedades particulares e os custos relativamente baixos fazem do gás natural uma importante fonte de energia. Na indústria, sua utilização atende às necessidades de combustível para fornecimento de calor, geração de eletricidade e de força motriz, como matéria-prima nos setores químicos, petroquímicos, principalmente para a produção de metanol, de fertilizantes para a produção de amônia e uréia e como redutor siderúrgico na fabricação de aço, além de outras formas variadas. A sua produção em grande escala se iniciou a partir da década de 1920, nos Estados Unidos, devido à descoberta de grandes campos de gás natural e avanços de tecnologia de gasodutos, que transportam o gás natural nos casos de grandes distâncias (até 6 mil Km), dos mercados produtores para os mercados consumidores, permitindo a redução dos custos com transporte e armazenamento.
Posteriormente, a partir da década de 1950, a ex-União Soviética e Europa fizeram descobertas de novas jazidas, permitindo o aumento da participação do gás natural na matriz energética mundial.
