Consumo do lazer em Salvador e suas implicações socioculturais
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Universidade Católica do Salvador
Salvador, desde a sua fundação, em 1549, sempre contou com uma área central mais desenvolvida que o restante do seu território. No que pese o processo de consolidação e expansão que ela experimentou foi somente a partir de 1970 (crescimento do vetor norte mediante intervenções governamentais) que a Cidade começaria a desenvolver outros núcleos, assumindo a forma polinucleada hodierna acentuada na década de 1990. Núcleos estes desenvolvidos ou expandidos, em grande medida, a partir de equipamentos urbanos sejam eles vias, centros comerciais e shoppings, equipamentos político-administrativos - Centro Administrativo da Bahia, ou equipamentos de acessibilidade como o acesso norte da cidade (BA-526) e o Aeroporto Internacional, entre outros tipos de equipamentos. O trabalho ora apresentado, contando com um levantamento da distribuição espacial dos equipamentos e opções de lazer na Cidade, bem como das políticas públicas (de viés turístico) que assim os produziram e distribuíram, aborda como este processo de polinucleação de Salvador se deu de forma desequilibrada espacialmente e segregadora, senão excludente. Tudo isto observado pelo prisma da inserção dos indivíduos nas opções de lazer da Cidade como uma das formas de exercício da cidadania. Além disso, confirma-se o sentimento de que, numa estreita faixa de território, que se estende do bairro do Comércio, atualmente, até o bairro da Boca do Rio (orla Atlântica), concentra-se a grande parte dos melhores e maiores equipamentos e opções de lazer e entretenimento de Salvador, relegando aos seus outros recantos uma oferta pouca variada deles e, ainda, de baixa qualidade.
