Capacitação docente para prevenção ao uso de drogas entre escolares: ações articuladas de ensino, pesquisa e extensão
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Universidade Católica do Salvador
Segundo levantamento do CEBRID – Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas (1997), em estudo nas dez maiores capitais brasileiras, tem ocorrido uma tendência ao aumento do uso de drogas como álcool, tabaco, maconha e cocaína entre estudantes de ensino fundamental e médio. Notícias veiculadas freqüentemente pela mídia local nos indicam que este incremento no consumo de drogas esteja ocorrendo também no município de Jequié-Ba, muito embora não
disponhamos de nenhum levantamento científico sobre o assunto. Esta situação é muito preocupante visto que os problemas físicos, psicológicos e sociais relacionados ao uso de drogas são extensos e muitas vezes irreversíveis.
Considerando que muitos professores hoje em serviço não foram preparados para lidar com estas situações em sua formação inicial, julgamos importante que estes sejam capacitados a tratar do assunto com seus alunos e de implementar projetos de prevenção ao uso de drogas na escola. A Universidade deve dar sua contribuição através de parcerias com escolas de educação básica num regime de colaboração mútua. Assim, propomos um projeto de capacitação docente em ações preventivas ao uso de drogas articulando ensino, pesquisa e extensão. Atualmente, define-se droga como sendo qualquer substância capaz de modificar a função dos organismos vivos, resultando em mudanças fisiológicas ou de comportamento.
Drogas psicotrópicas são aquelas que atuam sobre nosso cérebro, alterando nossa maneira de pensar, sentir e muitas vezes de agir. As drogas psicotrópicas se classificam em três grandes grupos: depressoras da atividade do sistema nervoso central (diminuem a atividade do cérebro), por exemplo: álcool e os solventes ou inalantes; as estimulantes da atividade do sistema nervoso central (aumentam a atividade do cérebro), exemplo: tabaco e cocaína; perturbadoras da atividade do
sistema nervoso central (induzem o cérebro a funcionar fora do seu normal e a atividade cerebral fica perturbada), como a maconha, por exemplo.
Com referência ao aspecto jurídico, as drogas podem ser classificadas em líticas e ilícitas. Consideram-se drogas lícitas aquelas que têm seu uso e comércio permitidos por lei, enquanto nas ilícitas estes são proibidos. A legalidade ou ilegalidade do uso e/ou comércio de uma droga dependem de aspectos sócio-culturais e não estão diretamente relacionados com os malefícios que tal droga causa ao indivíduo ou à sociedade.
