Nova metodologia para monitorar corpos de água doce.

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Universidade Católica do Salvador
Desenvolveu-se um teste de toxicidade aguda, utilizando ovos do molusco gastrópode Pomacea lineata (Spix, 1827) Prosobranchia, Ampullariidae, amplamente distribuído nos corpos hídricos da região nordeste do país; de cada ovo ovopositado pela fêmea, eclode diretamente um juvenil. O objetivo da pesquisa foi avaliar, mediante o desenvolvimento de uma metodologia simplificada, a toxicidade de 14 formulações de gasolina geradas a partir de subprodutos do processo petroquímico, constituídas por: Benzeno, Tolueno, Etil-Benzeno, Xilenos, Mercúrio, Naftaleno, Antraceno, Fenantreno e Aromáticos. Colocaram-se 10 ovos em cada tratamento, nas seguintes concentrações 0,0 (controle), 4,6; 10,0; 22,0; 46,0; 100% respectivamente, sendo que o bioensaio foi feito em triplicata com uma duração de 96 hrs. Utilizou-se o programa Sperman-Karber e ANOVA para a análise dos dados. Os resultados obtidos indicaram as formulações denominadas como N° 8, N° 11, N° 12, N° 13 E N° 14 como as mais tóxicas (p > 0,05), devido à alta concentração de Aromáticos totais e à presença de Mercúrio em uma dose maior que o restante das formulações testadas. Uma vez finalizado o bioensaio, pode-se concluir que ovas de P. lineata são um excelente bioindicador da toxicidade presente em corpos de água doce, já que mostraram ser sensíveis, facilmente manipuláveis, reconhecendo o estado vivo, ou morto do embrião sem dificuldade, além da disponibilidade de ovos, já que as fêmeas ovopositam várias vezes no ano.

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