Nicho trófico de melipona scutellaris latreille, 1811 em ambiente de Mata Atlântica

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Universidade Católica de Salvador
Melipona scutellaris é uma espécie endêmica da Mata Atlântica nordestina, estando em extinção na porção norte deste Bioma. As observações de campo constituem hoje na principal fonte de informações sobre o modo de utilização dos recursos por espécies de meliponíneos. Contudo a análise polínica do alimento transportado para os ninhos, consiste numa alternativa indireta para avaliar a relação entre as abelhas com as flores. Esse estudo permite analisar a participação relativa de cada planta na dieta das abelhas assim como o seu papel potencial na polinização de diferentes espécies. O presente trabalho foi realizado entre outubro de 2003 e fevereiro de 2004, onde foram coletados mel e pólen de 3 potes de armazenamento, previamente mapeados, de uma colônia de M. scutellaris, presente no Instituto de Biologia da Universidade Federal da Bahia. Amostras mensais foram retiradas da colônia e submetidas ao método de Louveaux. Após a identificação, foram feitas estimativas da freqüência dos tipos polínicos nas amostras. No mel foram encontrados 25 tipos polínicos, sendo as famílias predominantes: Myrtaceae (46%), Caesalpiniaceae (17%), Meliaceae (9%), Sapindaceae (6,4%), Graminae (5,9%) e Melastomataceae (5,8%). Na análise do pólen, foram encontrados 28 tipos polínicos, e as famílias mais freqüentes foram: Myrtacea (54%), Caesalpiniaceae (23%), Melastomatacea (8,5%), Meliaceae e Palmae (4%).Os resultados mostram que a M. scutellaris, sendo uma espécie caracterizada por colônias perenes e populosas, necessita de grandes quantidades de alimento. Dessa forma não deve utilizar recursos de forma aleatória, tendendo a utilizar os recursos mais vantajosos.

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