Realidade social e relação trabalho – lazer
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Universidade Católica do Salvador
Este estudo exploratório, bibliográfico, busca caracterizar as problemáticas significativas da relação dos indivíduos com o trabalho e o lazer, partindo de uma análise das contradições sobre o surgimento do lazer na sociedade capitalista, a partir da industrialização no Brasil. Pretende discutir as categorias que expressam os graus de desenvolvimento do conhecimento e as práticas sociais, extraídas da história do desenvolvimento da ciência e da atividade prática. Isso permite conceber elementos teóricos para discutir a configuração do lazer na sociedade capitalista, assim como apresentar o modelo que está sendo engendrado em seu modo de
produção. Portanto, tendo em vista a relação das categorias trabalho e lazer, este trabalho pretende levantar as contradições desta inter-relação na sociedade capitalista. Sobre este desafio, cabe-nos indagar e refletir neste estudo: Que significado tem o lazer, e em que modelo vem sendo viabilizado na sociedade capitalista? A que interesses encontra-se atrelado? Como se efetivam, na vida dos trabalhadores, o trabalho e o lazer? Na sociedade capitalista, trabalho e lazer são manifestações que se completam ou são antagônicas? Para responder a essas questões e ampliar as discussões sobre trabalho e lazer, buscamos compreender os primeiros movimentos de trabalhadores, ocorridos no século XVIII, em meio ao
desenvolvimento industrial europeu e seu legado ao século XIX, caracterizado pela exploração de milhares de trabalhadores. Por essa exploração, Lafargue (1999, p.79) se refere ao período como o século da exploração do trabalho, da dor, da miséria e da corrupção. Ainda, para falar sobre a relação trabalho
e lazer, buscaremos enfatizar as bases históricas e os fatores que geram a cruel realidade brasileira, sustentada pelo Capitalismo e que, por questões de caráter social, encontram-se atreladas ao viver do cidadão, inclusive ao lazer como direito constitucional. Sobre os diversos fatores determinantes dessa realidade, ressaltamos duas grandes preocupações: a herança da pobreza e, conseqüentemente, sua capacidade de reprodução contínua devido às condições educacionais e sócio-econômicas das políticas sociais vigentes, e as
desigualdades regionais entre as distintas camadas populacionais – onde direitos sociais são conquistas diferenciadas.
