Redesign do sistema para exames ginecológicos considerando fatores ergonômicos e o conforto das pacientes

Este artigo foi desenvolvido no âmbito do curso de especialização em Design de Produto, da Uneb. O objetivo é analisar o mobiliário utilizado para a realização de exames ginecológicos, com o objetivo de identificar e minimizar os fatores que interferem na realização satisfatória desta atividade e que resultam em desconforto para a paciente. A ginecologia é uma disciplina que aborda funções e doenças peculiares às mulheres. A atenção sobre o tratamento destas doenças se deu a partir da última metade do século XIX, mas os exames vaginais não eram rotineiros. Quando realizados, faziam-se esforços para preservar a privacidade e a dignidade das pacientes (BRIEGER in TE LINDE, 1999). Acredita-se que o constrangimento que envolve a realização do exame ginecológico tenha se originado nesta época. Os resultados despropositados inerentes a este sistema são decorrentes da posição que deve ser assumida pela paciente, além de fatores presentes à atividade. O câncer de colo uterino representa 43,2% dos casos de neoplasias malignas entre as mulheres. A alta incidência deve-se à baixa cobertura de exames preventivos - 8% a 10% da população acima de 20 anos. Segundo a OMS, a cobertura estabelecida para reduzir o impacto epidemiológico da doença deveria ser de 85% da população. Devido à importância do exame, as condições para sua realização devem favorecer a procura por parte das pacientes. Sendo assim, o móvel onde o procedimento é realizado deve proporcionar o máximo de conforto, a fim de diminuir o constrangimento decorrente da sua própria natureza. A proposta de elaboração de um sistema para realização de exames ginecológicos tem por objetivo favorecer um maior conforto e reduzir o constrangimento durante a realização do mesmo, proporcionando melhor qualidade de atendimento e contribuindo para reduzir o alto índice de evasão das consultas ginecológicas.

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