Maternagem na propaganda anticomunista: o caso das marchas da família na Bahia, 1964
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Universidade Católica do Salvador
O texto consiste numa análise acerca da utilização do discurso da maternagem dentro da propaganda anticomunista no período do golpe Civil-Militar, em 1964, na Bahia. Partimos da caracterização da participação das mulheres em uma das manifestações anticomunistas que mais refletiram a resistência conservadora do período: As Marchas da Família com Deus, pela Democracia e pela Liberdade. Trabalhamos, especificamente, as marchas que ocorreram na Bahia (capital e interior), com o objetivo de resgatar a atuação das mulheres no período, bem como identificar as especificidades desta participação e as formas de utilização, especialmente por setores conservadores, de estereótipos que contribuem para a subordinação das mulheres na sociedade, atribuindo a estas o papel exclusivo de mãe, dona-de-casa e mantenedora dos valores burgueses-patriarcais-cristãos.
