Artebagaço: estilo peculiar – estética teatral – sentido de odé afirmando identidades africano-brasileiras no ensino médio
Data
Título da Revista
ISSN da Revista
Título de Volume
Editor
Universidade Católica do Salvador
Desde os primórdios que o ser humano busca formas para se adaptar ao ambiente natura, Esta busca constante deu origem ao estado de luta pela sobrevivência, possibilitado pelo potencial criativo que gerou formas de sociabilidade e expressões sociocomunitárias tradutora do jeito de ser e de estar no mundo plural, coexistindo num cenário pleno de conhecimentos diversificados transmitidos, através da linguagem, pelos nossos ancestrais, sobretudo o homo sapiens. Neste artigo compartilho passos da pesquisa etnográfica que interpreta a vivência, em pleno desdobramento, de 15 anos de realização do Grupo Artebagaço, um grupo que emergiu de um cenário de opressão gerado pela monocultura imposta pelo sistema público de ensino. O Artebagaço é interpretado como território de ações, portanto ator; território de ancoragem, portanto palco e como linguagem, portanto cenários compostos, mosaicamente, em colégio público do ensino médio, no município de Salvador, regando as experiências pedagógicas de um grupo formado por alunos, duas professoras e uma pessoa da comunidade do bairro do Cabula, onde se localiza o colégio; o objetivo foi criar um espaço de afirmação de identidades humana, pessoal e grupal. Emerge como forma de luta contra a política do recalque cultural existentes nas práticas pedagógicas monoculturais, surge, sobretudo, para romper a cortina do silenciamento usada, estratégicamente, por afro-brasileiros para protegerem seus princípios ancestrais, surge para impulsioná-los para o território no luta pela afirmação existencial no papel de autorator.
