A pedagogia do MIAC e os seus reflexos na educação formal: tecendo uma alternativa cidadã
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Universidade Católica do Salvador
Marginais! É assim que jovens e crianças, homens e mulheres dos bairros periféricos de Salvador são identificados. A construção desse significado decorre de forma excludente: naturaliza, dentro de um determinado contexto social, um tipo característico de preconceito: aqueles aos quais deve ser dispensado um tratamento "cordial" e "civilizado" são distinguidos daqueles a quem a pura
e simples aplicação desse adjetivo já explicita a sua condição social.
A partir dessa compreensão é que, em 1997, nasce o MIAC - Movimento de Intercâmbio Artístico Cultural pela Cidadania. Constitui-se enquanto uma rede de viabilidades, formada por instituições de diferentes perfis, porém, comprometidas em contribuir mais efetivamente e de forma organizada com o processo de democratização nas áreas de Educação, Saúde e Direitos Humanos. Hoje, a rede MIAC envolve cerca de 200 instituições/grupos culturais de Salvador e
Região Metropolitana, distribuídos em 17 núcleos regionais . Esse cenário cria as condições para que a temática da pesquisa ora projetada possa ser desenvolvida. Os eixos supracitados – que compõem a pedagogia da rede MIAC nos seus
princípios, no seu modelo de gestão e, fundamentalmente, na sua opção prioritária pela Arte educação – contribuem para a formação de jovens e adultos, compreendendo que cada um que tece a rede é também um sujeito detentor de uma trajetória de vida composta de experiências, conquistas, sonhos e frustrações. Assim, se coloca a seguinte questão: em que medida essa perspectiva pedagógica tem a possibilidade de tencionar a escola formal, de modo a que possa fortalecer as novas necessidades e os desafios referenciados numa multiplicidade de culturas e
saberes?
