Fome em famílias chefiadas por mulheres.
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Universidade Católica do Salvador
Este artigo trata da apropriação e do consumo de alimentos em famílias chefiadas por mulheres, analisando de forma comparativa as relações de gênero e o estado nutricional dessas famílias, diferenciando dois tipos de chefias femininas - as matriarcais, com velhas idosas como chefes em lares extensos, e as de mães solteiras jovens. Mostra, através de dados demográficos e bibliográficos, a predominância de famílias com chefias femininas entre a população de baixa renda e negra. O Norte e o Nordeste açucareiro são considerados regiões endêmicas da fome. O último censo realizado pelo IBGE registrou que no Nordeste os domicílios chefiados por mulheres correspondem a 25,9%; nessa região a renda média das mulheres é a menor do País. Portanto, o objetivo específico dessa investigação será conhecer as estratégias de sobrevivência dessas mulheres, chefes de domicílio, além de mapear alternativas para a melhoria da saúde dos membros desse grupo. Nossa hipótese é de que as famílias chefiadas por mulheres estão mais sujeitas à situação de pobreza, desnutrição e fome. Para as análises de campo, empregaremos o método comparativo. Analisaremos o estado nutricional através de avaliação antropométrica, tomando como base relações entre peso, altura e idade de crianças dos domicílios, além da análise qualitativa através da observação de campo, especificamente da aquisição, distribuição e consumo de alimentos dentro das famílias, entre os membros do domicílio.
