Bioterrorismo na era da biotecnologia

O conhecimento científico a serviço da guerra legou a humanidade, entre outros, à bomba atômica, às armas químicas e às biológicas. Os avanços na biologia molecular têm despertado o interesse da imprensa e do público em geral para o papel da ciência para o bem-estar da humanidade, como também para o terrorismo biológico. O estudo do uso de agentes químicos e biológicos como armas de guerra é de extrema importância, por serem utilizados, desde a Antiguidade, com o objetivo de atingir populações indefesas em nome de uma causa, muitas vezes política ou religiosa, outras vezes pelo próprio fanatismo ou questões de ética profissional que favorecem a disseminação da idéia que aterroriza toda uma nação. O uso da bactéria do antraz em cartas postadas nos Estados Unidos da América inaugurou a nova ‘Era do Terrorismo Biológico’, em que doenças causadas por microorganismos altamente patogênicos e substâncias de alta toxicidade podem ser empregadas como armas de destruição em massa. Estes agentes atuam de maneira silenciosa e avassaladora, sendo considerados extremamente eficazes no aspecto bio-psicosocial por causarem pânico na população, mesmo que não haja um grande número de mortes. Portanto, o Bioterrorismo pode ser definido como deliberação proposital de microorganismo com o fim de provocar doenças, morte ou incapacidade em seres humanos, animais e plantas ou corresponde ao modo de coagir ou ameaçar outras pessoas pelo uso sistemático do terror com a utilização de organismos vivos ou agentes bioativos. Uma atualização a respeito do assunto proposto é de extrema importância, pois servirá de auxílio para outros trabalhos que envolvam de forma direta ou indiretamente o tema, além de: (1) divulgar os resultados aos profissionais e acadêmicos da área de saúde, correlatos e leigos; (2) discutir com os profissionais a bioética, importância da biossegurança e da consulta aos códigos éticos e biológicos em trabalhos realizados em laboratórios de pesquisas e de manipulação com organismos e agentes químicos de caráter tóxico; (3) alertar a população geral sobre os sintomas das doenças provocadas pelos agentes à humanidade e questões de danos ambientais de interesse mundial por motivos de sobrevivência.

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