Aspectos socioambientais do bioma caatinga e estratégias para a sua conservação
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Universidade Católica do Salvador
O Brasil é o País de maior biodiversidade do planeta, devido à sua dimensão continental e à grande variação geomorfológica e climática (IBAMA, 2001). Este abriga sete biomas, dentre os quais a Caatinga é o principal da região Nordeste, ocupando 10% do território nacional (BRANCO, 1994). Sua região semi-árida possui solos argilosos, pedregosos ou arenosos, e a estação seca é irregular e intensa (SICK, 1997). Do ponto de vista químico, os solos são tidos em geral como
férteis; do ponto de vista físico apresentam boa permeabilidade e são arejados (RIZZINI, 1979). Neste bioma encontram-se dois tipos de vegetação: Xerófita e Cadulifólia, distribuída de forma irregular, contrastando áreas de floresta e solos quase descobertos (WWF, 2001). A fauna tem uma grande biodiversidade, sendo constituída de várias espécies, adaptadas ao clima seco e árido, e endêmicas, tendo como melhor exemplo a ararinha-azul (Cyanopsitta spixii), extinta na natureza, e a arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), que se encontra ameaçada de
extinção (WWF, 2003). A densidade demográfica total dos municípios na área da Caatinga é bastante baixa, sendo a rural a mais homogênea. As partes semi-áridas estão a se esvaziar, a população concentra-se em volta das grandes cidades, sobretudo as litorâneas e em volta de pólos industriais e perímetros irrigados. A Caatinga também enfrenta problemas como o desmatamento, queimadas, desertificação, irregularidade climática, solos com alta salinidade, além do grande problema sócio-economico. Devido à falta de conhecimento da problemática da Caatinga e da importância de sua biodiversidade, foi realizado um
levantamento bibliográfico, a fim de informar e sensibilizar a comunidade acadêmica do campus de Pituaçu, profissionais e visitantes sobre as possíveis estratégias de conservação e preservação desse importante bioma.
