Mídia e poder simbólico: usos da expressão “baiana”.

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Universidade Catolica de Salvador
O objetivo do texto é analisar o “poder simbólico” associado à mídia para investigar quatro usos da expressão “baiana” e o descentramento de seu sentido religioso para outros campos da cultura, em Salvador e no Rio de Janeiro. Faz-se uma articulação do pensamento de Luís Sá Martino e Massimo Canevacci com os contextos históricos local/global para abordar a divulgação e a mídia desses quatro usos. Discutem-se os seguintes aspectos: os elementos que esclarecem a questão do descentramento, um fato que não impede a convivência entre a tradição e a modernização; as funções da mulher baiana no plano religioso, focalizando o empenho em ajudar o outro na solução dos problemas sociais; e ainda, os questionamentos e respostas sobre a interiorização e a reprodução do habitus da expressão “baiana” a partir da música de Dorival Caymmi (interpretada por Carmem Miranda), da ala de baianas nas escolas de samba, dos cortejos das festas populares e das associações de baianas vendedoras de acarajé e mingau. Tais aspectos marcam a reconfiguração do poder simbólico (usos da expressão baiana), possivelmente, por meio de novos caminhos, no século XXI.

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