A influência dos exercícios de força sobre a flexibilidade
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Universidade Católica do Salvador
Atualmente o treinamento para melhoria da força tem obtido destaque nos programas de
condicionamento físico voltados para melhoria da qualidade de vida. O senso comum atribui que o
exercício de força (EF) realizado com cargas superiores a 80% da carga voluntária máxima (CVM) pode
exercer efeito agudo negativo sobre a flexibilidade. Sendo assim, é de fundamental importância conhecer
a influência aguda do EF sobre a flexibilidade. Objetivo: avaliar o efeito de uma sessão de exercício de
força nos níveis de flexibilidade. Método: foram avaliados 9 indivíduos (04 masculino e 05 feminino) com
média de idade de 24,2 + 5,45 anos, peso 66,1+ 13,61 kg, estatura 1,67 + 0,08 metros. Foram incluídos
indivíduos que praticavam exercícios resistidos regularmente há pelo menos três anos. Inicialmente
realizaram o teste de uma repetição máxima (1RM) para determinar a CVM; setenta e duas horas após,
foi avaliada a flexibilidade das articulações acrômio-clavicular e coxo-femural através do flexímetro
(Sanny). Em seguida realizaram uma sessão, de exercícios que consistiu em três séries de seis repetições
a 90% da CVM obtida no teste de 1RM. Um minuto após o término da sessão, foi repetido o teste de
flexibilidade. Para a análise estatística, foi utilizado o teste t de Student, para amostras repetidas sendo
considerado como significativo p < 0,05. Conclusão: ficou evidenciado que o exercício de força
realizado a 90% da carga voluntária máxima, aumentou significativamente o grau de flexibilidade após
uma sessão de exercício de força. Contudo, em função da limitação do tamanho amostral, sugere-se a
realização de novos estudos, analisando separadamente homens e mulheres.
