Atividade de vôo de melipona scutellaris latreille (1811) (apidae; meliponini) em três áreas do domínio da mata atlântica.
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Universidade Católica do Salvador
A atividade de vôo em abelhas é influenciada pela disponibilidade floral conjugada
a fatores abióticos. A maneira como elas percebem e respondem a esses fatores assume
importância fundamental na determinação do padrão de forrageamento das operárias. O
presente trabalho tem como objetivo verificar a atividade de vôo de Melipona scutellaris (Ms),
em três áreas no domínio Atlântico. Entre Ago/04 e Jan/05, mensalmente, foi registrado o n.º de
abelhas que retornavam às colônias (quatro/ local). Nas 12 colônias de Ms analisadas,
observou-se uma maior atividade entre 22 e 31ºC, 5-10h e UR 76 a 80%. E maior coleta de
pólen entre 22 e 25ºC, 5-10h e 76 a 85% de UR. Em Alagoinhas, houve concentração de
atividade entre 23 a 35ºC, 6-11h, e 51-55% UR. E observado maior coleta de pólen entre 23 e
32º C, 6-10h e 81-85% UR. Em Salvador, as atividades concentram entre 24 e 33ºC, entre as 5-
10h e a 71 a 85% umidade. Já as abelhas com pólen estiveram entre: 24-29ºC, 5-10h e 76-85%
UR. Em Cruz das Almas, a atividade se concentrou entre 20-25ºC, 6-11h e 76 -100%. De UR. Já
as abelhas com pólen entre: 19-24ºC, das 6-10h e a uma UR de 91 a 100%. Nas três localidades
estudadas, observou-se certa similaridade no padrão de forrageio das operárias de Ms, com
exceção das colônias de Alagoinhas que apresentaram uma maior plasticidade em relação à
umidade o que sugere que essa espécie poderá sofrer adaptações em relação ao ambiente em
que vive.
