Comportamento alimentar e exploratório do sagüi do nordeste (callithrix jacchus) em um fragmento de mata atlântica, Salvador, BA.

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Universidade Católica do Salvador
O comportamento alimentar e exploratório do sagüi do nordeste foi estudado no Parque Metropolitano de Pituaçu, área prioritária para estudos da conservação na cidade que possui 425ha de Mata Atlântica secundária. O grupo de sagüis estudado teve seus dados comportamentais referentes à dieta (consumo de frutos, exsudato e invertebrados) e aos comportamentos exploratórios (forrageio e deslocamento), quantificados pelo método de varredura instantânea, com intervalos de 3 minutos entre as amostras. Os sagüis utilizaram na sua dieta 18 táxons vegetais distribuídos em 13 famílias, sendo 59 árvores usadas para exsudativoria, 43 para frugivoria e 7 para o consumo de exsudato/fruto, distribuídas em 12 famílias. Os frutos corresponderam a 15% da dieta dos sagüis, sendo mais consumidos na estação chuvosa, período caracterizado pela maior disponibilidade de frutos maduros. O consumo de exsudato se mostrou superior mesmo quando houve um maior número de espécies disponibilizando frutos maduros, sendo responsável por 80% da sua dieta, havendo uma maior utilização na estação seca. Os invertebrados também fizeram parte da dieta dos sagüis, correspondendo a 5% da alimentação sendo mais consumido na estação chuvosa. Para o comportamento de forrageio, os sagüis gastaram 35% do seu tempo para este comportamento, tendo um maior número registros de forrageio no período mais chuvoso. Para o comportamento de deslocamento foi observada uma maior freqüência no período menos chuvoso. Com isso foi verificado que os comportamentos alimentar e de uso do habitat para o forrageio e deslocamentos são influenciados pelas alterações na disponibilidade de frutos.

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