Acessibilidade no transporte público de Salvador, Bahia: a visão dos usuários com deficiência física

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Universidade Católica do Salvador
Cerca de 23% da população brasileira é composta por pessoas idosas ou portadoras de alguma deficiência física, as quais encontram-se impedidas de exercer sua cidadania à medida que se deparam com várias dificuldades de locomoção na acessibilidade no ambiente construído, tanto no espaço urbano como em edifícios. Este trabalho tem como objetivo conhecer a opinião dos indivíduos com déficit na deambulação secundário a um problema neurológico, acerca da acessibilidade e qualidade dos serviços do transporte público de Salvador, Bahia. Foi realizado um estudo qualitativo com 14 portadores de deficiência que freqüentam uma clínica-escola de fisioterapia, sendo escolhidos por conveniência. A coleta dos dados ocorreu em março de 2007, através da aplicação de um formulário para investigar os dados sócio-demográficos e um roteiro de entrevistas semi-estruturado e registro no diário de campo, através dos quais foram obtidas informações sobre a percepção dos pacientes a respeito dos serviços do transporte coletivo para pessoas com deficiência. O método escolhido para o tratamento dos dados foi a análise do discurso, a partir do qual foram construídas as seguintes categorias: dificuldades relacionadas às barreiras físicas; conhecimento dos direitos do deficiente; dificuldades relativas às barreiras sociais. Apesar das normatizações existentes, estes indivíduos ainda enfrentam diversas barreiras físicas e sociais, devido ao desrespeito na condição de cidadão, no transporte coletivo da cidade. O desconhecimento dos direitos condiciona as pessoas com deficiência à aceitação passiva da situação, mostrando a necessidade de ações que reduzam as barreiras do transporte de forma que estes indivíduos tenham assegurados o seu direito de ir e vir.

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