A vulnerabilidade da pessoa acentuada da pessoa idosa negra, no contexto atual da pandemia: uma herança escravista.

No Brasil, a expectativa de vida das pessoas idosas tem aumentado muito nos últimos anos, alertando para o fato de que existe um crescente contingente de pessoas idosas. Entretanto, não são todos os idosos que conseguem alcançar a longevidade uma vez que, o critério da raça, acaba por definir quais são porcentagens maiores de idosos que vem crescendo, demograficamente, com o país. O racismo institucional direcionado para pessoas da raça negra, tem ocasionado as mais diversas formas de genocídio dessas pessoas. A localização social e a falta de qualidade de vida, faz com que esses idosos estejam inseridos em uma ambiência de vulnerabilidade e de restrições potencializadas. Além disso, o estado de pandemia causado pela covid-19, mostra que o número de óbitos de pessoas idosas da raça negra é, consideravelmente, maior que os números de óbitos de pessoas idosas da raça branca. O objetivo desse artigo é traçar o contexto social que o idoso negro está inserido e sua vulnerabilidade acentuada, sobretudo, as dificuldades que os circundam para que possam existir socialmente, levando em consideração o estado atual de pandemia. Por conseguinte, foi utilizado dados secundários oriundos de plataformas institucionais bem como, a metodologia bibliográfica. Propondo este artigo, uma análise reflexiva sobre as problemáticas que a estrutura social tem causado a maioria das pessoas idosas da raça negra e, alertando para a necessidade de posturas sociais mais equitativas e humanizadas.

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